Micron não vê fim para a escassez de chips de memória
Receita do quarto trimestre saltou 379% para US$ 54,23 bilhões.
A Micron Technology divulgou fortes resultados no quarto trimestre, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial. O lucro por ação atingiu US$ 33,42, um salto de 1.002% em comparação com os US$ 3,03 registrados no quarto trimestre de 2025. A receita subiu 379% e alcançou US$ 54,23 bilhões, contra US$ 11,31 bilhões um ano antes.
A procura por chips de memória e armazenamento vem de gigantes como OpenAI, Anthropic, Google, Amazon, Microsoft, Meta e SpaceX. Em conferência de resultados em 30 de setembro de 2026, o CEO Sanjay Mehrotra afirmou que a demanda superará a oferta com facilidade nos próximos anos. Mehrotra prevê que as condições de oferta serão ainda mais apertadas nos anos fiscais de 2027 e 2028 do que em 2026.
O CFO Mark Murphy disse ao Yahoo Finance que não há previsão de quando a oferta conseguirá atender à demanda. A Micron está construindo novas fábricas, mas Murphy destacou que essas unidades levam anos para ficarem prontas e meses para acelerar a produção.
Para evitar quedas abruptas no futuro, a Micron fechou 26 acordos estratégicos com clientes, garantindo mais de 35% de sua receita até 2030. A maior parte desses contratos traz pisos e tetos de preços. Enquanto isso, a falta de componentes eleva custos no setor de tecnologia, como na linha iPhone 18 Pro da Apple, que ficou US$ 100 mais cara que a anterior.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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