Sete meses após a aquisição, a reestruturação reduz o endividamento, mas gera prejuízo pontual.
A Millicom começou a apresentar os primeiros resultados de seu modelo operacional na Movistar, cerca de sete meses após adquirir a operadora em conjunto com o empresário francês Xavier Niel. A companhia, que passará a operar comercialmente com a marca Tigo, reduziu seu endividamento financeiro pela primeira vez em três anos em 348.970 milhões de pesos chilenos, uma queda de 28% em relação ao encerramento de 2025.
Sob a liderança de Carolina Vallejo, a Movistar registrou receitas de 732 milhões de pesos chilenos no primeiro semestre, um recuo de 5,8% na comparação com o mesmo intervalo de 2025. Por outro lado, os custos operacionais ajustados caíram cerca de 15,8%, enquanto a margem de Ebitda ajustado subiu 3,3 pontos percentuais, passando de 15,9% em 2025 para 19,2%.
A reorganização incluiu o corte de cerca de 35% do quadro de funcionários, reportado pela Millicom em maio, além da saída de negócios fora do núcleo principal. A empresa deixou o naming rights do espaço hoje chamado Santander Arena e encerrou aportes em TV via satélite direta ao domicílio. Com os gastos não recorrentes dessa transição, a companhia teve prejuízo de 130.592 milhões de pesos chilenos, superando as perdas de 75.365 milhões de 2025.
Nos últimos três meses, a Movistar inaugurou 55 agências, incluindo áreas rurais, e promoveu atualizações na infraestrutura de rede móvel. A empresa também modernizou a conectividade em todas as 143 estações das 8 linhas do Metrô de Santiago para elevar a velocidade de conexão em horários de maior fluxo.
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