O CEO Felipe Bayon prevê reativar mais de 400 poços no campo de Bare até 2030
A GeoPark prepara um investimento de até US$ 140 milhões anuais para reativar o bloco Bare, sua primeira operação na Venezuela. O CEO Felipe Bayon afirmou que o plano contempla recuperar mais de 400 poços e elevar progressivamente a produção de petróleo.
A petroleira prevê destinar entre US$ 40 milhões e US$ 80 milhões por ano até 2028. Os desembolsos devem subir para a faixa de US$ 120 milhões a US$ 140 milhões anuais em 2029 e 2030 para acelerar a perfuração. A primeira etapa vai até 2030, incluindo recondicionamento de poços, perfuração horizontal e recuperação de infraestrutura.
Bare produz cerca de 11.000 barris diários atualmente, e suas instalações têm capacidade para processar até 30.000 barris por dia. O campo conta com mais de 1.100 poços e fator de recuperação de 4% a 5%. A GeoPark espera atingir 20.000 barris diários em 2027, superar 30.000 em 2028 e fechar 2030 entre 45.000 e 56.000 barris diários, projetando aproximar-se de 90.000 barris diários a partir de 2031.
A GeoPark assinou contrato de partilha de produção de 25 anos com a Petróleos de Venezuela como operadora, com participação econômica líquida de 65% e assumindo 100% dos aportes de capital aprovados. Os 35% restantes cobrem royalties, impostos e a fatia da PDVSA. O acordo assegura titularidade e direitos de venda direta sobre o petróleo da companhia. O contrato depende de aprovações regulatórias e de sanções, com prazo de até 120 dias para vigorar. Bayon informou ainda que a empresa adota um retorno mínimo de 15% para avaliar projetos.
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