Sony pede a retirada de 260 mil músicas criadas por IA
A gravadora combate conteúdos falsificados de artistas como Harry Styles e Adele.
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Sony Music aumentou os esforços contra fraudes em plataformas de streaming diante da proliferação de faixas feitas com inteligência artificial que imitam artistas como Harry Styles e Adele. A empresa afirmou ao Financial Times que pediu a remoção de mais de 260 mil músicas até o fim de setembro. O volume representa quase o dobro das 135 mil faixas que tentou retirar até o fim de março.
A companhia destacou que os deepfakes que reproduzem vozes e imagem sem autorização prejudicam os músicos, enganam os ouvintes e afetam o uso ético da inteligência artificial. Entre os alvos estão Britney Spears, Queen e Michael Jackson. O setor também enfrenta faixas criadas em massa para que robôs façam reproduções repetidas e desviem royalties de criadores legítimos.
Dennis Kooker, presidente da divisão de Negócios Digitais Globais da Sony Music, afirmou este ano que as reproduções fraudulentas podem atingir até 10% das músicas nas plataformas. Executivos de gravadoras estimam que as fraudes no streaming podem custar até US$ 2,2 bilhões por ano à indústria musical.
A plataforma francesa Deezer informou que recebeu uma média de 90 mil músicas geradas por IA por dia no verão, o que representou mais da metade dos novos lançamentos. A empresa apurou que até 85% das reproduções de faixas totalmente criadas por IA no ano passado foram fraudulentas. Segundo a Sonic Intelligence Academy, 92,8% das faixas registradas foram feitas com a ferramenta Suno, e a DistroKid distribuiu mais de três quartos delas.
A Sony e a Universal Music movem ações judiciais contra empresas de IA como a Suno, acusando-as de utilizar gravações sem licença para treinar modelos musicais. Um porta-voz da Suno rebateu afirmando que as alegações das gravadoras são incorretas nos fatos e na lei.
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