Taxas do Tesouro Direto sobem e IPCA+ 2040 avança a 7,27%
Vencimentos mais longos puxaram as altas nesta quarta-feira enquanto o Prefixado 2029 caiu para 13,83%.
As taxas dos títulos do Tesouro Direto subiram na maior parte dos prazos nesta quarta-feira, 30 de setembro, devolvendo parte da queda registrada na véspera. O movimento de alta se concentrou nos vencimentos mais longos. Entre os prefixados, o Tesouro Prefixado 2032 passou de 14,08% para 14,11% ao ano, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 avançou de 14,02% para 14,07%. Na contramão, o Prefixado 2029 recuou de 13,87% para 13,83%.
Nos papéis atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2040 registrou a maior alta, subindo de 7,21% para 7,27% ao ano acima do índice. O IPCA+ 2032 foi de IPCA + 7,61% para IPCA + 7,62%, e o IPCA+ 2050 subiu de 7,03% para 7,08%. A exceção ficou com o IPCA+ com Juros Semestrais 2045, que recuou de 7,21% para 7,20%. A inflação implícita nos papéis para 2032 ficou em cerca de 6,03% ao ano.
Nos títulos voltados à aposentadoria, o Tesouro RendA+ com vencimentos de 2045 a 2065 passou a pagar entre IPCA + 6,86% e IPCA + 6,98% ao ano, com o RendA+ 2065 avançando de 6,83% para 6,86%. Nos pós-fixados, o Tesouro Selic 2031 permaneceu estável em Selic + 0,0778%, enquanto o Tesouro Reserva 2036 acompanhou a taxa Selic pura.
O ajuste nas taxas brasileiras ocorreu em meio ao avanço dos juros públicos no exterior. Na terça-feira, 29 de setembro, os rendimentos dos Treasuries dos Estados Unidos subiram pelo sexto dia seguido, com o papel de 30 anos superando 5,61%, maior nível desde junho de 2002, e o título de 10 anos atingindo 5,28%, máxima desde 2007.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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