A montadora alertou que restrições a nomes comerciais custarão bilhões de dólares.
A
Tesla contestou o governo britânico em relação a uma nova regulamentação para veículos autônomos, alertando que as regras vão sufocar a inovação e afastar investimentos. O Departamento de Transportes exigirá que os veículos promovidos como autônomos operem sem qualquer intervenção humana, o que obrigará a montadora a retirar essa designação do sistema Full Self-Driving a partir de janeiro.
A Tesla alertou que a proibição de marcas consolidadas criará confusão entre consumidores, aumentará custos e custará bilhões de dólares à empresa. Na China, a tecnologia precisou ser rebatizada como Tesla Assisted Driving. No Reino Unido, a montadora cobra uma assinatura de 99 libras por mês por recursos básicos enquanto aguarda aprovação regulatória integral.
Uma pesquisa da consultoria Ipsos citada pelo governo apontou desinformação sobre as capacidades do sistema. Um terço dos entrevistados acreditava que a tecnologia permite tirar as mãos do volante, 18% disseram que poderiam assistir televisão e 15% das pessoas entre 16 e 34 anos acreditavam que podiam dormir ou ingerir álcool enquanto o carro opera.
O sistema está disponível nos Estados Unidos desde 2020 e recebeu aprovação em seis países da União Europeia. A Tesla realizou mais de 50.000 milhas de testes com o FSD e percorreu mais de 180.000 milhas com veículos de coleta de dados no Reino Unido, totalizando quase um milhão de milhas de testes na Europa sem colisões registradas.
Newsletter
Mercados no seu e-mail, toda semana
Análise com foco em LATAM, ideias de investimento e o resumo da semana em finanças.
Continuar lendo