O Fed elevou os juros para a faixa de 3,75% a 4,0%, reduzindo o espaço para o carry trade no peso.
O diferencial de taxas de juros entre o Banco de México e o Federal Reserve caiu para a mínima histórica de 250 pontos-base, nível visto anteriormente apenas em 16 de dezembro de 2015. O movimento ocorreu após o banco central dos Estados Unidos anunciar a primeira elevação de juros em três anos, levando sua taxa de referência para o intervalo de 3,75% a 4,0%.
Laura Torres, diretora de investimentos da IMB Capital Quants, destacou que o spread ainda assegura uma margem positiva para operações de carry trade, embora a atratividade venha enfraquecendo. Torres avaliou que o diferencial mais estreito pode levar gestores internacionais a reduzir a exposição ao peso mexicano para direcionar recursos a títulos de renda fixa em dólares.
Na quinta-feira, 17 de setembro, a moeda mexicana fechou cotada a 17,1706 pesos por dólar. A mais recente Pesquisa Citi de Expectativas projeta a taxa de câmbio em 17,50 pesos por dólar no fechamento de 2026, indicando uma desvalorização de 1,91%. O levantamento projeta que o Banxico manterá sua taxa básica em 6,50% até o fim do ano, enquanto o mercado estima outra alta de 25 pontos-base pelo Fed antes do encerramento do ano.
Janneth Quiroz, diretora de análise econômica, cambial e de ações da Monex, e Luis Gonzali, vice-presidente e diretor de investimentos da Franklin Templeton México, avaliaram que ainda é cedo para decretar o fim da valorização do peso. Contudo, Gonzali ressaltou que, se o Fed mantiver o aperto e o Banxico permanecer inalterado, a diminuição da diferença de juros torna provável uma desvalorização ordenada da moeda até o final do ano.
Os operadores também monitoraram o Banco do Japão, com projeções indicando 98% de chance de um aumento de 25 pontos-base, elevando a taxa para 1,25%, o maior patamar em mais de 30 anos. Alejandra Cortés, gerente de análise econômica da Valmex, apontou que uma postura mais rígida encarece o financiamento em ienes e eleva a volatilidade sobre moedas como o peso mexicano. Segundo o Banco Base, o mercado prevê novas altas de 25 pontos-base em janeiro e abril de 2027, posicionando a taxa japonesa em 1,75% em menos de sete meses.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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