O iene recuou a 156,75 por dólar após a alta de 25 pontos-base aprovada pelo placar de 7 a 2.
O Banco do Japão elevou a sua taxa de juros de 1% para 1,25% ao ano em 18 de setembro, pelo placar de 7 votos a 2. A alta de 25 pontos-base já era amplamente esperada, mas foi considerada insuficiente para sustentar a moeda japonesa, que recuou ante o dólar norte-americano.
Por volta das 16h50 de Brasília, o dólar avançava a 156,75 ienes. O euro tinha alta a US$ 1,1488 e a libra avançava a US$ 1,3396. O índice DXY, que acompanha o dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, registrou queda de 0,02%, a 100,222 pontos, acumulando valorização de 1,1% na semana.
O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, declarou que existe o risco de a inflação subjacente ultrapassar a meta de 2%. Ele acrescentou que a instituição voltará a subir os juros conforme o comportamento da economia, dos preços e das condições financeiras.
Ipek Ozkardeskaya, analista sênior da Swissquote, avaliou que o aperto monetário não convenceu o mercado de que os juros chegarão perto de um nível neutro. Robin Brooks, pesquisador sênior da Brookings Institution e ex-economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais, afirmou que apenas o banco central japonês, e não intervenções cambiais, consegue sustentar o iene.
No exterior, o yuan offshore superou a marca de 6,70 por dólar, atingindo o nível mais forte desde julho de 2022 e registrando seu melhor resultado em mais de quatro anos, impulsionado por exportações e pelo aval do banco central do país.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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