Boletim Focus elevou a projeção de inflação para 2026 a 4,99%, superando o teto da meta.
Os títulos do Tesouro Direto atrelados à inflação devolveram nesta segunda-feira, 28 de setembro de 2026, a queda de taxa registrada na sexta-feira. O Tesouro IPCA+ 2032 voltou a pagar IPCA mais 7,69% ao ano, o maior juro real da lista. O IPCA+ 2040 subiu de IPCA mais 7,27% para 7,32%, enquanto o IPCA+ 2050 avançou de 7,14% para 7,18%. O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 passou de 7,50% para 7,55%.
A abertura das taxas ocorreu no dia em que o Boletim Focus elevou a projeção de inflação do IPCA para 2026 de 4,92% para 4,99%, superando o teto da meta de 4,5%. No exterior, pesaram a alta do petróleo, com o barril em direção a US$ 110, e os juros norte-americanos nos maiores níveis em duas décadas. O Focus manteve a projeção para a Selic em 13,50% no fim deste ano e em 12% em 2027, enquanto a estimativa para a cotação da moeda americana seguiu em R$ 5,20.
Nos papéis prefixados, o Tesouro Prefixado 2032 subiu de 14,13% para 14,15% ao ano, o Prefixado 2029 ficou em 13,93% e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 foi a 14,12%. A inflação implícita nos títulos com vencimento em 2032 retornou a 6% ao ano. Entre os pós-fixados, o Tesouro Selic 2031 ofereceu Selic mais 0,0761%, e o Tesouro Reserva 2036 acompanhou a taxa Selic pura, atualmente em 13,75% ao ano.
A elevação dos juros provocou perdas na marcação a mercado para posições recentes. Uma aplicação de R$ 10 mil no IPCA+ 2050 feita na sexta-feira passou a valer R$ 9.923,79 na segunda-feira, perda de R$ 76,21. No IPCA+ 2040, o valor recuou para R$ 9.947,92, queda de R$ 52,08. Já o investidor que aplicou R$ 10 mil no IPCA+ 2040 em 16 de setembro de 2026, antes do corte da Selic, contava com saldo de R$ 10.026,44. As variações só se concretizam se você vender antes do vencimento.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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