Reembolsos tarifários somaram US$ 134,5 milhões, mas demanda fraca nas Américas pesou nos números.
Em 18 de setembro de 2026, a Lululemon Athletica revisou para baixo suas projeções para o ano fiscal diante da fraqueza contínua na demanda. No segundo trimestre, a receita caiu 4% em relação ao ano anterior, para US$ 2,4 bilhões, com as vendas comparáveis recuando 9%, ou 10% em moeda constante. O lucro operacional encolheu 13%, para US$ 453,7 milhões, levando a margem operacional a 18,8%.
A rentabilidade reportada foi impulsionada por US$ 134,5 milhões em reembolsos de tarifas IEEPA e US$ 4,1 milhões em juros, adicionando US$ 0,86 ao lucro por ação diluído. A margem bruta subiu 200 pontos-base, atingindo 60,5%. Excluindo esse efeito, as margens operacionais continuaram pressionadas por tarifas, descontos e custos fixos.
As Américas continuaram sendo o principal ponto de pressão, com recuo de 8% na receita e queda de 12% nas vendas comparáveis. A receita nos Estados Unidos caiu 8% e no Canadá recuou 11%. Na China continental, a receita avançou 4% no dado reportado, mas recuou 2% em moeda constante, afetada por repercussões negativas em redes sociais. Na divisão de produtos, as vendas de leggings caíram cerca de 20%.
Para o ano fiscal de 2026, a companhia agora projeta receita entre US$ 10,35 bilhões e US$ 10,50 bilhões, apontando para uma contração de 5% a 7%, com lucro por ação de US$ 9,48 a US$ 9,73. No terceiro trimestre, a estimativa de receita é de US$ 2,29 bilhões a US$ 2,32 bilhões e lucro por ação de 93 a 98 centavos de dólar, ante US$ 2,59 no mesmo período do ano anterior. A margem bruta anual deve recuar cerca de 80 pontos-base.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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