BMO Capital Markets fixou preço-alvo de 70 dólares e apontou demanda fraca.
A Lululemon recuou 4% em 9 de setembro antes de amenizar as perdas para fechar a 99,41 dólares, em queda de 3,2% em relação ao fechamento anterior. A baixa ocorreu após a analista Kelly Crago, do BMO Capital Markets, iniciar a cobertura com classificação Underperform e preço-alvo de 70 dólares.
Segundo a TipRanks, Kelly Crago destacou o enfraquecimento da demanda nas Américas e na China, além da pressão sobre as margens de produtos premium. A analista prevê lucros para o ano fiscal de 2027 bem abaixo do consenso de Wall Street. O preço-alvo de 70 dólares indicava um potencial de queda de cerca de 32% frente ao fechamento anterior.
A revisão ocorreu cinco dias após um tombo de 17,7%, quando a Lululemon cortou projeções anuais e reportou queda de 4,3% na receita líquida do segundo trimestre, para 2,42 bilhões de dólares. As vendas comparáveis caíram 9%, com recuo de 12% nas Américas. O lucro diluído por ação ficou em 2,92 dólares, abaixo dos 3,10 dólares do ano anterior, mas incluiu 134,5 milhões de dólares em reembolsos tarifários sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. Esse valor acrescentou 560 pontos-base à margem bruta e 0,86 dólar ao lucro por ação. Sem esse benefício extraordinário, o lucro operacional caiu 13,4%, para 453,7 milhões de dólares.
A gestão reduziu a projeção de receita para o ano fiscal de 2026 para a faixa entre 10,35 bilhões e 10,50 bilhões de dólares, e ajustou a estimativa de lucro para entre 9,48 e 9,73 dólares por ação. De acordo com a Fast Company, a varejista também enfrenta reação negativa dos consumidores na China. A Lululemon acumula queda de 52,8% no ano e opera 54% abaixo da sua máxima de 52 semanas de 215,88 dólares registrada em janeiro de 2026.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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