A queixa de patentes envolve componentes usados em produtos de Nvidia, Google e Broadcom.
A empresa de memórias Netlist informou nesta terça-feira, 29 de setembro de 2026, que apresentou uma nova queixa comercial para barrar a importação de chips de memória da Micron nos Estados Unidos. O pedido envolve componentes usados em produtos de inteligência artificial de Google, Nvidia e Broadcom.
A queixa foi apresentada sob sigilo na sexta-feira anterior à Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (ITC). A Netlist alega que os chips da Micron e os produtos das companhias de tecnologia violam duas de suas patentes ligadas à tecnologia de memória de alta largura de banda. A solicitação pede o veto à importação de memórias DRAM da Micron e de GPUs, servidores e outros equipamentos de Google, Nvidia e Broadcom que utilizem os circuitos integrados contestados.
Representantes da Micron, do Google, da Nvidia e da Broadcom não responderam imediatamente aos pedidos de comentário na terça-feira. O diretor-presidente da Netlist, C.K. Hong, declarou em comunicado que a iniciativa reflete o compromisso de proteger suas tecnologias fundamentais contra o uso não autorizado na infraestrutura de inteligência artificial.
Em 2024, a Netlist venceu uma disputa no tribunal federal de Marshall, no Texas, que determinou pagamento de US$ 445 milhões pela Micron por violação de patentes. Em agosto, a Netlist fez outra queixa na ITC contra a Micron por chips usados em equipamentos de Super Micro Computer, Hewlett Packard Enterprise e Lenovo. A empresa também firmou um acordo em agosto com a Samsung após obter decisões que somavam US$ 421 milhões no mesmo tribunal texano.
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