Starbucks fecha 250 cafeterias em plano de corte de custos
O CEO Brian Niccol mira cortar US$ 2 bilhões em custos até o ano fiscal de 2028.
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Starbucks acelera seu plano de reestruturação sob a liderança de Brian Niccol, que assumiu como CEO em setembro de 2024 para ampliar a rentabilidade da companhia. Em setembro, a empresa anunciou o fechamento de cerca de 250 cafeterias na América do Norte, o equivalente a quase 1% de suas mais de 18 mil unidades na região. A rede explicou que identificou pontos onde não conseguia entregar a experiência desejada ou sem perspectiva de retorno financeiro aceitável, sem detalhar o total de postos de trabalho cortados.
A rodada segue o ajuste anterior que encerrou as atividades de 627 cafeterias, mais de 90% delas na América do Norte, e demitiu cerca de 900 funcionários fora das lojas. As ações integram o programa "Back to Starbucks", cujo objetivo é cortar cerca de US$ 2 bilhões em custos até o ano fiscal de 2028. Em julho, Niccol declarou que a transformação segue em andamento para resgatar a marca como ponto de encontro.
A reestruturação ocorre paralelamente à melhora nas receitas. Nos resultados do terceiro trimestre fiscal, divulgados em julho, as vendas comparáveis globais avançaram 7,9%, mesma taxa apurada nos Estados Unidos. O lucro líquido cresceu 87,2% em base anual, atingindo US$ 1,045 bilhão, enquanto a margem operacional subiu para 10,5%, ante 9,9% no mesmo intervalo do ano anterior.
Na China, seu segundo maior mercado com cerca de 8 mil cafeterias após mais de 26 anos de expansão, as vendas comparáveis saíram de uma queda de 11% no segundo trimestre fiscal de 2024 para uma alta de 0,5% no segundo trimestre fiscal de 2026. Para enfrentar a concorrência local liderada pela Luckin Coffee, a Starbucks criou em novembro uma joint venture com a Boyu Capital. O fundo chinês detém 60% da operação de varejo e a Starbucks mantém 40%, visando alcançar 20 mil lojas no longo prazo com apoio de franquias.
As ações da Starbucks operam perto de US$ 94, acumulando valorização de cerca de 14% em 2026. Em abril, o analista Brian Harbour, do Morgan Stanley, elevou o preço-alvo do papel de US$ 105 para US$ 110, mas alertou que a discussão sobre o potencial de geração de lucros da empresa persistirá apesar da recuperação recente das vendas.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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