A fabricante projeta processadores customizados de terceira geração para a OpenAI até 2028.
A Broadcom está desenvolvendo a terceira geração de processadores customizados de inteligência artificial para a OpenAI, dando continuidade à parceria iniciada com o chip Jalapeno anunciado em junho. Na teleconferência de resultados em 2 de setembro, o CEO Hock Tan revelou que a Broadcom entregou o Jalapeno durante o trimestre, mirando uma capacidade instalada de 1,3 gigawatt em 2027 e mais de 5 gigawatts em 2028. Essa trajetória colocaria a OpenAI como sua segunda maior cliente desse segmento, atrás da Anthropic.
O CEO Hock Tan destacou que codesenvolver um chip otimizado para cargas de trabalho de modelos de linguagem permite superar o desempenho de qualquer unidade gráfica comum.
No terceiro trimestre, a receita de semicondutores para inteligência artificial da Broadcom somou US$ 16,7 bilhões, um salto de 221% em relação ao mesmo período do ano anterior, com chips customizados gerando 73% do total. O fluxo de caixa livre atingiu US$ 13,66 bilhões. Para o futuro, Hock Tan estimou receitas de inteligência artificial de US$ 115 bilhões no ano fiscal de 2027 e US$ 230 bilhões em 2028.
As ações da Broadcom fecharam a US$ 364,38 na quarta-feira, acumulando queda de 13,74% no último mês em meio a dúvidas sobre a parceria da OpenAI com a Samsung. O papel é negociado a 47 vezes os lucros passados e 19 vezes os lucros projetados. O preço-alvo médio de analistas é de US$ 533,41, apoiado por 37 recomendações de compra, 8 de compra forte e 4 neutras.
Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.
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