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Citi reduz preço-alvo da Novo Nordisk para 296 coroas

Analistas apontam margens estáveis e maiores despesas com pesquisa até 2030.

Redação El Fondo
Redação El FondoNotícias de mercado automatizadas
·4 min

O Citi Research reduziu o preço-alvo da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk de 310 para 296 coroas dinamarquesas, mantendo sua classificação neutra para as ações. A instituição apontou a projeção apresentada pela empresa em seu recente encontro com investidores, prevendo margens amplamente estáveis até 2030 devido a despesas com pesquisa e desenvolvimento. Com isso, o Citi reduziu as previsões de lucro operacional ajustado entre 2028 e 2030 de 2% a 4%, baixou o múltiplo de avaliação para 14 vezes o lucro de 2027 ante 15 vezes e cortou a taxa de crescimento anual do lucro por ação de 2027 a 2030 de 12% para 9%.

Para o curto prazo, o Citi aumentou suas projeções de lucro operacional ajustado de 2% a 3% para 2026 e 2027, elevando as previsões de vendas ajustadas em 3% para 2026 e 1% para 2027. O banco elevou sua previsão de pico de vendas para a versão em comprimido do Wegovy de US$ 10 bilhões para US$ 13 bilhões, citando a distribuição de 1 milhão de unidades no Reino Unido desde julho. A Novo Nordisk pretende lançar o medicamento oral em ao menos 20 países até o final de 2027, cobrindo dois terços do mercado de obesidade que atende atualmente.

A Novo Nordisk divulga os resultados do terceiro trimestre em 4 de novembro. O Citi projeta receita de 73,5 bilhões de coroas, queda de 4% em moeda constante, com vendas do comprimido Wegovy em 5,3 bilhões de coroas, 16% acima do consenso de 4,5 bilhões. O banco apontou pressões como uma base de comparação prévia que contava com cerca de 3 bilhões de coroas em ajustes de descontos e estoques, queda de 15% nas prescrições de Ozempic nos Estados Unidos, recuo de preços no Wegovy injetável, genéricos no Canadá e no Brasil e ausência de efeito prático da elegibilidade ao Medicare para remédios GLP-1.

O Citi projeta avanço de 18% no lucro operacional ajustado em moeda constante diante de 9 bilhões de coroas em encargos de reestruturação registrados no ano anterior, embora espere queda de cerca de 15% excluindo esse efeito. Também prevê lucro por ação IFRS de 4,15 coroas, recuo anual de 8% decorrente de uma baixa contábil após o insucesso do ziltivekimab no estudo ZEUS. Analistas alertaram que a concorrência em desenvolvimento de retatrutida e eloralintida da Lilly, enicepatida da Roche, MET-097i da Pfizer e elecoglipron da AstraZeneca deve manter o mercado cauteloso.

Os preços das ações podem subir e cair. O desempenho passado não garante resultados futuros. Este artigo é uma notícia, não uma recomendação de investimento.

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