A carteira da Harding Loevner
Uma gestora que tem poucas empresas de propósito, e mais América Latina que qualquer outra deste site.
FonteDeclarações 13F à SEC (EUA)Posições em 30 de jun. de 2026
O +23,5% acima é o que estes pesos teriam feito em 12 meses. Não é o retorno de Harding Loevner.
A Harding Loevner investe em empresas internacionais desde 1989, procurando crescimento duradouro em vez de preços baratos. Estas são as posições listadas do relatório mais recente.
A Harding Loevner compra poucas empresas e quer conseguir explicar cada uma. Olha primeiro o que não é número: o quanto a empresa é forte diante da concorrência, quanto o crescimento dela pode durar, como ela se financia e quem a dirige. O preço importa, mas é a última pergunta e não a primeira. Uma gestora de valor faz exatamente o contrário.
O resultado é uma carteira que não se parece com um índice. Ela pula setores inteiros que acha pouco atraentes e tem uma fração das empresas que um índice de referência tem. Isso significa que vai ficar para trás em certos períodos, justamente quando o mercado premiar o que ela não quer comprar. A firma trata esses períodos como o custo do método.
De todas as gestoras que acompanhamos aqui, esta é a que tem mais América Latina, e não através de um fundo regional. Femsa no México, Credicorp no Peru e MercadoLibre aparecem ao lado de empresas taiwanesas e europeias porque passaram no mesmo teste. Para o leitor da região é isso que serve: estas empresas estão na carteira pelo que são, não por onde estão.
As posições vêm do formulário 13F que a gestora entrega à SEC a cada trimestre. Ele cobre apenas posições compradas em ações listadas nos Estados Unidos, então as partes de uma carteira internacional que estão em bolsas locais não aparecem nesse formulário.
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